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Educação e IA: o futuro da aprendizagem

Fonte: criado com Google Gemini
Fonte: criado com Google Gemini

A educação brasileira passou por avanços importantes nas últimas décadas, embora ainda enfrente desafios estruturais. Um dos grandes desafios dos tempos atuais e do futuro é incorporar a Inteligência Artificial nesse processo. 


Além da capacitação de profissionais, há questões relacionadas à ética dos dados, à privacidade e às implicações socioculturais, o que pode ampliar as desigualdades regionais já existentes na educação. Os argumentos mostram preocupações de educadores de todos os campos, alertando que o uso da IA pode afetar a prática do plágio na escrita acadêmica, o desenvolvimento crítico e cognitivo e a criatividade.


Na educação, a discussão já não é apenas sobre tecnologia, mas sobre quem são os estudantes que cresceram em um mundo digital. O aluno de hoje já nasceu nesse mundo digital. Para ele, pesquisar e aprender são processos conectados e colaborativos. As instituições, no entanto, ainda parecem estar correndo atrás do prejuízo. 


Acostumados ao ecossistema digital, eles aprendem, pesquisam e se comunicam de maneiras diferentes das gerações anteriores. O aprendizado tornou-se mais conectado, colaborativo e mediado por plataformas digitais. 


Isso exige que a escola e os educadores repensem suas práticas, ao mesmo tempo em que acompanham um processo maior: a digitalização da sociedade, que transforma não apenas a educação, mas praticamente todas as dimensões da vida cotidiana. 


A Inteligência Artificial não é apenas mais uma ferramenta de acesso, como os computadores foram no passado. Ela é diferente porque, pela primeira vez, a tecnologia não só organiza a informação, como também produz conhecimento. Ela escreve, cria, analisa e sugere. A automação deixou de fazer o trabalho braçal e passou a fazer o intelectual. 


Nesse cenário, a IA surge como uma ferramenta capaz de personalizar o ensino e tornar a aprendizagem mais dinâmica. Por isso, integrar diferentes áreas do conhecimento torna-se essencial para preparar a educação para essa nova realidade. 


Diferentemente das tecnologias educacionais anteriores, que facilitavam o acesso à informação e à comunicação, a Inteligência Artificial participa ativamente da produção de conhecimento. 


Ferramentas de IA conseguem criar textos, imagens, análises e recomendações, influenciando diretamente a forma como as pessoas aprendem, pensam e organizam o conhecimento. Isso marca uma nova etapa da cultura digital: a automação deixa de executar apenas tarefas operacionais e passa a atuar também em atividades intelectuais. 


Aprender hoje é, essencialmente, conectar pontos: pessoas, dados e ferramentas. A internet e as redes sociais deixaram de ser apenas lugares para postar conteúdo; viraram o terreno onde o aprendizado acontece de forma colaborativa e sem fim.


O desafio das escolas é integrar essa tecnologia de um jeito que faça sentido, preparando quem ensina para esse novo papel: o de mediador em uma era em que o conhecimento circula livremente e o aprendizado nunca para.


Para entender os impactos da IA na sala de aula, é preciso olhar primeiro para o cenário mais amplo: como a digitalização mudou o jeito como vivemos e nos relacionamos. 

Essa transformação não é só tecnológica, é cultural. Ela reescreveu a forma como nos conectamos, como buscamos informação e, principalmente, como produzimos conhecimento. E, claro, a educação é o primeiro setor a sentir esse choque.


Na prática, a construção do conhecimento deixou de ser um processo puramente humano e passou a ser uma colaboração constante entre a gente e a tecnologia. A Inteligência Artificial atua em conjunto com a nossa mente, quase como uma extensão da nossa capacidade cognitiva.



Fonte: arquivo Doug Alvoroçado
Fonte: arquivo Doug Alvoroçado

Para compartilhar sua experiência sobre o tema, temos uma entrevista com Doug Alvoroçado, membro da Coordenadoria de Inovação e Tecnologia do município do Rio de Janeiro e consultor em Tecnologia e Inclusão. Embaixador de empresas como Alphabet, Canva, Microsoft e Apple.


Para começar do zero: O que é a Inteligência Artificial?


Inteligência Artificial é um campo da ciência que trabalha com a automação por meio de algoritmos e códigos para simular tarefas que os humanos realizam, como pensar, aprender, criar e agir. 


Então, eu entendo que a Inteligência Artificial é esse campo da ciência que estuda a simulação de tarefas por máquinas que seriam realizadas por humanos, certo?


Como você acha que a Inteligência Artificial pode impactar a educação hoje em dia?


Eu sempre trago a perspectiva de que a inteligência artificial é uma ferramenta como qualquer outra que a gente usa em sala de aula. A IA é como a régua, o lápis, a borracha, o quadro negro. Óbvio, ela é uma ferramenta muito poderosa. 


Então, eu costumo dizer que se você é bem treinado para ela, você faz uma coisa boa. Se você é mal treinado, pode fazer algo de errado. Um exemplo é a faca: você pode usá-la para cortar um pedaço de pão ou até a própria mão. E esse potencial está na faca? Não, está em mim. 


Mas então o impacto dessa ferramenta pode ser positivo ou negativo, dependendo do professor que a maneja, do professor na sala de aula, de quem a usa, de como a usa e para que a usa, certo?


Percebo que você acredita muito no potencial dessa ferramenta.


Eu acho que ela pode trazer coisas incríveis para as salas de aula. Eu, com a Inteligência Artificial, fiz um livro para os meus alunos e imagens que podem traduzir conceitos complexos de maneira mais fácil para eles. Faço adaptação de atividade; crio um agente de IA para me ajudar com os meus alunos. Então, quer dizer, é uma ferramenta maravilhosa, mas precisa de letramento nela.


Fonte: criado com Google Gemini
Fonte: criado com Google Gemini

Acredito que, no Brasil, a maioria dos profissionais ainda não esteja adaptada a usar essa ferramenta. Como podemos começar a ampliar os horizontes para tornar isso possível em mais instituições? 


Assim como eu tenho escolas de elite que têm tudo, hoje eu tenho 27% das escolas do Brasil que não dispõem de energia elétrica nem de saneamento básico. Então, quer dizer, olha a disparidade que a gente tem, né?


Na minha concepção, acredito muito que a gente precisa pensar onde quer chegar com essa educação e em que equipamentos e tecnologias aquela escola precisa.


Será que toda escola precisa de um drone ou de uma impressora 3D? Eu acho que não.

Mas então, toda escola precisa de internet, de computador e de alguns recursos, sim.


Acredito que é entender aquela escola, entender aquela comunidade, entender o que ela precisa fazer, quais professores estão ali, com o que eles trabalham com os alunos, como eles querem trabalhar com os alunos; aí sim a gente pode trabalhar em cima disso.



Fonte: criado com Google Gemini
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Existe também a questão de saber se o corpo acadêmico está capacitado para prestar esse auxílio aos alunos, não?


Às vezes, não só letrado, mas, pelo menos, querendo se letrar, né? Vou usar um exemplo diferente, mas você vai entender. Vou pôr como exemplo a impressora 3D. Ah, eu não sei, mas quero aprender. Eu mando uma impressora para a sua escola para você estudar, querer mexer e aprender. Agora, ah, não quero, não vou mexer. Então, não adianta mandar, entendeu?


Então, hoje, aqui no Rio de Janeiro, temos cerca de 300 escolas com impressoras 3D, mas apenas 20 as utilizam. Entendeu? Porque o professor não sabe mexer, não tem tempo de aprender. Às vezes quer, mas não tem tempo; às vezes não quer.


O que outros países já estão fazendo que poderia servir de referência para o Brasil? 


O que os outros países estão fazendo é investir no letramento midiático e na implementação de infraestrutura de IA. A Coreia do Sul, por exemplo, incorporou um currículo de IA ao currículo formal e está investindo no letramento digital e midiático da população já no currículo escolar. 


A China está investindo em infraestrutura tecnológica. Acredito que investir em letramento midiático significa assumir essa responsabilidade e essa corresponsabilidade. Se a gente ficar nessa discussão de que proibir é melhor, a gente não se educa, e eu acredito que temos que aprender a diferença. 


Nós temos que nos educar, educar as gerações para usar essas ferramentas de maneira saudável e proporcional. Então, a Coreia do Sul e a China são dois exemplos que a gente pode comentar.


Se a IA passou a participar da produção do conhecimento, o que ainda é exclusivamente humano no processo de aprender?


Então, na verdade, a IA não produz conhecimento; é isso a que a gente ainda não se atentou. A IA não produz conhecimento porque não faz pesquisa. Ela pega o que existe e produz texto. É diferente. Quem produz ciência, pesquisa e conhecimento é o ser humano. 


E então a IA lê nos bancos de dados. A IA não produz conhecimento, não produz coisa nova, ainda não. Ela produz um texto. Por exemplo, eu pego uma música e peço para produzir um poema. Ela produz um poema, mas não inventou um tipo de poema. Ela não tem um tipo de criação própria. 


O criar, a criação, a criatividade ainda são atributos muito humanos. O que a IA faz é produzir texto, música e imagens com base no que o humano já produziu.


A IA participa da produção do conhecimento? Sim, ela participa, de repente, da análise de dados e da produção da pesquisa, mas essa produção ainda é muito humana. O humano tem que revisar. Claro que há lugares em que as pessoas estão delegando mais possibilidades do que deviam, mas a produção do conhecimento ainda é muito humana.


Fonte: criado com Google Gemini
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A alfabetização do futuro incluirá aprender a dialogar com Inteligências Artificiais? 


Eu acredito que a educação do futuro atenda ao letramento mediático para a gente usar todas as ferramentas tecnológicas. Então, a gente precisa ser letrado em IA, no que é produzido por IA, porque é produzido por IA, se vale a pena produzir por IA. Mas a gente tem que aprender a usar o Youtube, as redes sociais, o WhatsApp e o Instagram. 


Eu acredito que a gente precisa entender que essa educação do futuro é a educação do agora. Temos que entender a nossa responsabilidade de educar as pessoas para esse tempo. Uma educação para as tecnologias, uma educação através das tecnologias.


Fonte: arquivo Doug Alvoroçado
Fonte: arquivo Doug Alvoroçado

Estamos formando profissionais para competir com a IA ou para trabalhar em parceria com ela? 


Na verdade, eu acho que a gente ainda forma profissionais sem entender quais serão as ferramentas do futuro. Mas o ideal é a gente formar profissionais que entendam que o mundo é o que é, com as tecnologias pulverizadas. Então a gente precisa se educar para esse novo mundo. 


E é como eu costumo falar, uma educação com tecnologia, uma educação para as tecnologias e uma educação através das tecnologias. Estamos formando profissionais para esse momento em que as tecnologias estão pulverizadas.


Eu acho boba essa colocação de “ah, vamos competir com a IA”. Não, a IA não vai competir porque ainda não está nesse nível. Ela é uma ferramenta para nos ajudar, não para nos substituir.



Se a IA atua como uma "extensão da capacidade cognitiva", como o professor pode avaliar o progresso real do aluno sem limitar essa colaboração entre a mente humana e a máquina? 


Então, se usada corretamente, ela estende a cognição humana, ajudando a gente a calcular mais rápido e realizar processos com mais agilidade, o que nos ajuda muito. É por isso que a gente precisa entender quais habilidades queremos desenvolver nos alunos. Vão ter habilidades em que eu posso usar a IA; vão ter habilidades em que eu não vou poder usar a IA. 


Por exemplo, se eu desenvolver uma habilidade matemática, talvez não deva usar o livro de ciências; se eu quiser desenvolver uma habilidade de oralidade, talvez não dê para desenvolvê-la na aula de educação física. 


Então, é isso: entender quais habilidades nós queremos desenvolver, fazer esse mapeamento de habilidades focado no aluno. Por exemplo, se eu aprender a caligrafia, a IA não vai me ajudar. O máximo que ela pode fazer é avaliar minha caligrafia, mas não vai me ajudar a aprender caligrafia nem a escrever em letra cursiva mais rápido. Se isso é uma habilidade que eu quero desenvolver no meu aluno, eu não vou usar a IA. Agora, se eu quiser ensinar a aluna a ler um gráfico, posso mostrar uma tabela e pedir que ela aprenda a usá-lo com o auxílio de IA.



Fonte: criado com Google Gemini
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Considerando as disparidades regionais brasileiras mencionadas no texto, de que maneira a implementação da IA pode, na prática, reduzir o abismo educacional em vez de acentuá-lo?  


Eu acredito que a IA é uma ferramenta e, como tal, pode nos ajudar em diversos aspectos. Acho que pode, de alguma maneira, nos conectar a outras realidades que não são nossas, nos ajudar a entender alguns contextos. A implementação de IA nessa prática pode ajudar os meus alunos na recuperação educacional e a atingir seus objetivos educacionais. A IA, sozinha, não fará nada. A IA atrelada ao plano educacional, com os objetivos e o plano educacional, um plano de desenvolvimento desse indivíduo, então a gente chega lá.

De que forma a personalização do ensino proporcionada pela IA pode coexistir com a necessidade de construção coletiva e social do conhecimento em sala de aula? 


Tem que saber quais habilidades desenvolver. Vão ter habilidades desenvolvidas no coletivo, e essas habilidades não vão exigir personalizações; outras exigirão apenas adequações ou adaptações.


Agora, terão habilidades individuais que ajudarão a pensar e a construir o pensamento, a formar opinião, a entender como fazer uma redação pro Enem, por exemplo… A IA pode ajudar. A IA, sozinha, não; mas uma IA atrelada a um plano de desenvolvimento, aliada a objetivos claros, então sim: a IA pode ajudar a desenvolver essa habilidade individual. 


A IA também pode me ajudar no coletivo em alguns aspectos. Mas a produção do conhecimento é humana. Se você botar um aluno na IA, ele vai brincar, vai rir, vai se divertir e vai aprender alguma coisa sobre educação para a tecnologia, mas não sobre educação por meio da tecnologia.


A gente precisa entender que a IA, sozinha, não vai construir. Nós, com a IA, podemos muito mais.


A IA pode democratizar o acesso ao conhecimento ou tende a ampliar as desigualdades já existentes? 


Aqui já é uma questão que também envolve muitas esferas econômicas, certo? A gente não pode deixar de comentar que o uso de IA é político e econômico. Você tem que ter acesso a ela… Para ter esse acesso, precisa ter acesso a um computador ou a um celular com acesso à internet. Então assim, não é todo mundo que tem nesse Brasil de muitos Brasis. Não é todo mundo que tem acesso. 


A IA pode democratizar o acesso ao conhecimento? Sim, se a pessoa tem acesso a ela. Agora a pessoa que não tem, infelizmente, fica em desvantagem. Como já falei, a pessoa pode usar a IA em um plano de desenvolvimento.


A IA pode ampliar o conhecimento de uma pessoa com mais poder econômico e, com isso, ela vai chegar mais longe, aprender mais coisas e ter mais habilidades no mundo do trabalho. Logo, ela tende a se superar e superar os outros.



Fonte: criado com Google Gemini
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Quais competências deixam de ser prioridade e quais passam a ser essenciais? 


Eu acho que todas as habilidades e competências são essenciais; depende muito do que você quer desenvolver. Por exemplo: vai ter gente que vai dizer que a letra cursiva é uma habilidade em desuso no nosso tempo. 


Ainda tem muita gente fazendo tipografia, e daqui a pouco aparece alguém fazendo convites à mão e isso viraliza de novo. Eu sigo e acompanho alguns canais no Instagram onde as pessoas ensinam a fazer caligrafias bonitas, tipografias e afins. 


Todas as habilidades são importantes, desde que saibamos o que queremos desenvolver.


Eu acredito que nenhuma competência deixa de ser importante, mas existem competências que agora são essenciais: ler, escrever e participar nesse mundo digital. Acredito que é essencial que você leia e identifique imagens, leia e identifique produtos produzidos com IA e não, e entenda se consome isso ou não. Acho importante você saber identificar se tem uma IA ali ou não, e se isso faz sentido para você ou não. 


Eu acho que, nesse mundo digital, com IAs, por que não produzir imagens que me ajudem a explicar melhor conceitos ou mostrar coisas que deem visibilidade ao conteúdo para meus alunos? E também participar desse mundo. Como a gente influencia os bancos de dados de IA? Como que eu posso participar? Como posso dar uma opinião e dizer que isso não está certo? Porque as IAs, ao serem bancos de dados, são enviesadas, embranquecidas, eurocentradas. Então, as respostas das IAs às vezes têm vieses, sim; elas erram, sim. 


Então, a pergunta é: como posso ajudar a construir uma IA mais diversa para todos?


Se você pudesse deixar uma única mensagem para educadores que ainda enxergam a IA com receio, qual seria? E qual conselho daria a quem já quer incorporá-la de forma responsável na sala de aula? 


Uma mensagem para educadores que ainda enxergam a IA com receio é entender que ela é uma ferramenta e que nenhuma ferramenta faz nada sozinha. Toda vez que eu falo em IA, falo da faca da cozinha. A faca da cozinha é uma ferramenta tão boa quanto a IA; só que, se você manuseá-la bem, vai passar manteiga no pão. Se você não souber manejar bem, vai cortar o dedo. A mesma coisa com a IA, se você usa bem, você vai fazer coisas incríveis. Se você usar mal, pode deixar de aprender, de desenvolver habilidades e tornar-se uma pessoa preguiçosa.


Então, não tenha receio: use, entenda o que faz sentido para você. Não é porque todo mundo está criando imagem e participando de trend que isso vale a pena, mas use. Entenda o que faz sentido para você, mas também use.


Agora, para os professores que querem incorporar a IA na sala de aula, eu só acho maravilhoso. É entender o que faz sentido para você, ter muito clara a habilidade que você quer desenvolver, porque, já dizia Lewis Carroll, se você não sabe para onde quer ir, qualquer caminho serve. 


Então, o que eu quero desenvolver no meu aluno essa semana é essa habilidade. A IA pode me ajudar a desenvolver essa habilidade? E se pode, como? Então, a gente ainda está falando de educação e de educação humana. Por mais que a gente tenha tecnologias pulverizadas, ainda estamos falando de um professor usando ferramentas para atingir os objetivos de aprendizagem de seus alunos. Então é isso, usar e incorporar, ter muito claro qual habilidade você quer desenvolver e se isso faz sentido.


Escute também a entrevista de Doug Alvoroçado para o programa Conversa com Bial no Spotify:












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